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A habitação para os jovens portugueses

R.Broker's

08 Abr 25
Crédito Jovem: Financiamento a 100%

É importante para um jovem conquistar a sua independência. Se outrora esta conquista passava pela conclusão dos estudos, entrada no mercado de trabalho e compra de habitação própria, hoje, em toda a Europa, estes marcos estão cada vez mais distantes.
Jovens desta geração vivem, em média, até aos 34 anos na casa dos pais, sobretudo em países do sul da Europa como Portugal, Espanha, Itália e Grécia.

Enquanto no norte da Europa existem apoios à autonomização dos jovens, no sul, estes enfrentam uma elevada disparidade entre salários e o custo da habitação. 
Para combater essa desigualdade, Portugal aprovou, este ano, medidas como a isenção de IMT e financiamento a 100% para jovens até aos 35 anos.

“Esta medida ajuda os jovens, que, devido aos valores atuais dos imóveis, não têm de pagar elevadas entradas nos seus créditos. Uma enorme vantagem, pois as suas economias podem não permitir – mesmo, talvez, com ajuda familiar. A corrida ao crédito com financiamento a 100% já se fez sentir no último trimestre de 2024, e as estatísticas indicam um aumento na procura de crédito à habitação por parte dos jovens – números que não se verificavam há uma década.” — Carlos Rocha, CEO e fundador da R Brokers – Grupo de Mediação Imobiliária.

Carlos acrescenta ainda:

“Segundo os nossos dados estatísticos, 65% dos jovens não independentes, entre os 20 e os 35 anos, planeiam sair de casa entre 2025 e 2026. Já recebemos muitos contactos de jovens que procuram orientação para adquirir o seu primeiro imóvel. Contamos com uma rede de parceiros de excelência e, entre eles, destaca-se Gonçalo Metello, Gestor de Crédito, com mais de 30 anos de experiência na banca, sendo um apoio fundamental no acompanhamento destes processos.”

Foi à conversa com Gonçalo Metello que procurámos dar visibilidade ao papel do gestor de crédito e esclarecer as novas medidas do Governo.

  • Como é que um Gestor de Crédito pode ajudar um jovem neste processo?

Não são apenas os jovens que recorrem aos gestores de crédito, verificamos uma procura crescente por parte de pessoas de todas as idades e contextos sociais. 
É fácil perceber porquê: nem todos têm tempo ou conhecimento para andar de banco em banco à procura da melhor solução, mesmo que o tentem, é natural que não dominem os aspetos técnicos necessários para negociar as propostas.

São cada vez mais no contexto atual as pessoas que procuram a ajuda de especialista que validam a sua decisão durante este processo. 
O meu papel é perceber quais os bancos com as melhores condições para cada cliente, após uma análise cuidada, enviamos sempre as proposta a mais do que uma instituição, para poder apresentar as melhores alternativas.

É um serviço de excelência, totalmente gratuito para o cliente, com acompanhamento próximo, ao longo de todo o processo.

  • Nota um aumento da procura, por parte dos jovens, para esclarecimentos sobre este apoio? Quais são as dúvidas mais frequentes?

A informação divulgada sobre este apoio foi bastante clara, pelo que os jovens portugueses residentes em território nacional têm, regra geral, poucas dúvidas.
As questões surgem também por parte de jovens imigrantes e emigrantes. No caso dos imigrantes, que, apesar de residirem em Portugal, não possuem Cartão de Cidadão português, nestes casos, as regras dos próprios bancos sobrepõem-se ao apoio do Governo, dependendo da instituição bancária e do tempo de residência em Portugal, o apoio poderá, ou não, ser concedido.

  • Dentro deste apoio, existe diferença na análise de crédito para um jovem sem fiador, em comparação com um jovem com apoio familiar?

São cada vez menos os casos em que se solicita fiadores, compreende-se que não são os fiadores os responsáveis pelo pagamento das prestações, em caso de incumprimento, a garantia é a própria habitação.

Em situações excecionais, a presença de um fiador pode dar mais conforto ao processo, mas isso é cada vez menos frequente.

  • Considera a taxa de aprovação destes créditos positiva? Que conselhos daria para aumentar as aprovações ou para quem está a preparar a sua candidatura?

Desde que se começou a falar neste apoio, a procura tem sido muito elevada, no entanto, a concretização e o fecho dos negócios têm ficado aquém das expectativas, na minha opinião, talvez devido aos elevados preços dos imóveis e, em alguns casos, ao nível de endividamento dos próprios clientes.

Apesar de ser possível obter crédito habitação ao abrigo desta medida, é essencial que os jovens tenham capacidade financeira para suportar o pagamento das prestações mensais. 
Esta limitação tem sido o principal obstáculo ao sucesso dos processos.

Relativamente ao preço dos imóveis, os jovens não têm poder para alterar o mercado, no entanto, devem evitar contrair qualquer tipo de dívida antes de pedirem o crédito habitação.

Em conclusão a pergunta que permanece é: 
Será esta solução suficiente, mesmo com os benefícios da isenção do IMT?  
As medidas dentro do plano da habitação, por si só, não chegam para fazer face às necessidades desta geração.

“A lei da procura e da oferta fala por si, existem poucos imóveis para a elevada procura geral, o que torna a situação ainda mais difícil para os jovens. A enorme atratividade de Portugal, a descida das taxas de juro, os preços dos imóveis – que, apesar do abrandamento, continuam a subir – e a crise na construção são fatores ainda sem resposta concreta. seria então fantástico ver esta primeira iniciativa catalisar outras.
Nota-se uma mudança de mentalidade, com maior aceitação de soluções de construção rápida e durável, e com câmaras municipais a facilitarem licenciamentos e autorizações. 
É ainda essencial aumentar a oferta de habitação a preços justos e garantir que as empresas são incentivadas a contratar jovens e a valorizar o seu talento". — Carlos Rocha

Se está a considerar recorrer a estas condições especiais fique a saber quais os requisitos e documentação que vai precisar:

Checklist de Requisitos

  • Ter entre 18 e 35 anos
  • Domicílio fiscal em Portugal;
  • Não ter dívidas fiscais ou a Segurança Social.
  • Ter rendimentos anuais coletáveis até ao 8º escalão do IRS
  • Não ser proprietária de qualquer imóvel destinado a habitação
  • Não ter beneficiado anteriormente da Garantia do Estado para este efeito

Documentos a Preparar

  • Cartão de cidadão ou documento equivalente
  • Certidão de domicílio fiscal
  • Certidão de não dívida ao Fisco e à Segurança Social
  • Certidão predial negativa
  • Caderneta predial do imóvel
  • Documento que comprove o valor de aquisição do imóvel
  • Declaração de rendimentos e recibos de vencimento
  • Declaração de responsabilidade

Deseja saber mais sobre os imóveis disponíveis entre em contacto connosco aqui www.rbrokers.pt/contactos.

Para informações acerca de credito habitação contacte o nosso parceiro: 

 

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